Thursday, November 29, 2007

Com a palavra outro artista


Não era a intenção, mas como as mensagens têm chegado, este Blog está se transformando num forum de discussão sobre artes plásticas. Sinal, talvez, de que faltam outros espaços mais adequados para isso.
Mas que fique claro: nem sempre concordo com as opiniões expostas nestas mensagens, nem necessariamente sou apreciador das obras que ilustram os posts. Se não, daqui a pouco vai ter gente dizendo que eu gosto do Romero Britto.
O texto seguinte é do Maurício Takiguthi (www.takiguthi.art.br), e a pintura, da qual gosto muito, também:
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Olá Luciano,
meu nome é Maurício e sou pintor realista em São Paulo. Como artista figurativo sempre me deparei com os preconceitos decorrentes dessa visão monopolista e excludente por parte dos curadores e críticos contemporâneos, beneficiários do sistema quando se trata de poder político, econômico e ideológico. Do ponto de vista deles, o figurativativismo "não existe" (e portanto, não pode ter acesso aos espaços) por ter cumprido sua função histórica dentro da arte.
Fiz uma exposição de dois anos para cá no Espaço Cultural Banco Central e do Blue Life, quando estabeleci meu primeiro contato com o Affonso Romano de Sant'Anna. Ele enviou-me recentemente artigos seus da Folha. Admiro sua coragem e a iniciativa de incentivar essa importante discussão. Se me permite, gostaria de propor algumas questões para que sejam respondidas pela turma da arte contemporânea: numa sociedade pós-moderna, deve haver pluralismo artístico (entendido como coexistência e acesso de múltiplas manifestações artísticas) ou monopólio? A arte dentro dos principais espaços culturais é feita para o todo da sociedade ou apenas para uma minoria (indagado um professor da USP sobre o eterno divórcio entre público e obra, ele respondeu: não se pode falar em divórcio quando nunca houve casamento)?. A arte deve se auto-sustentar (ser capaz de emocionar, mobilizar o indivíduo sem a necessidade da retórica), ou ela deve necessariamente ter a intermediação de um tradutor, representado pela figura do curador? Enfim, são dúvidas que nunca ouvi um artista ou crítico contemporâneo sequer se dar o trabalho de responder.

2 comments:

J.Gentil Pereira said...

Boa noite meu colega escritor e cia. Podem ser muitos os fatores porque a pessoa não se desenvolve; um dos principais é a falta de um excelente instrutor e já estou feliz por você ver nosso artista Maurício se pronunciando, pois precisamos de pessoas assim, qual é oportunidade de das pessoas mais atentas em tirar suas dúvidas com esse grande Artista. Para se alcançar satisfatoriamente um bom resultado, pode acreditar a técnica é o caminho seguro, é o elemento chave. Através dela gradualmente a pessoa se sente de fato livre.
Fiz uma vez uma parábola: é como se atingir um grande nível, a pessoa precisa escalar, subir uma montanha; muitos ao começarem subir se sentem logo cansados, talvez por darem muito ritmo e não ouvirem o professor, seu instrutor, entram numa zona de conflito tão grande que causa o EFEITO PARALIZANTE. Outros foram um pouco mais atentos, subindo, seguindo mais à frente, porém achando que ali estava bom o suficiente, fizeram naquele estágio sua parada. Menos da metade do grupo inicial seguiu em frente; logicamente pela altitude e a atmosfera, era exigido mais e mais de cada um; dessa, boa parte sentindo a zona de desconforto, não pararam para tomar o ar da reflexão.
Por quê os que pararam anteriormente principalmente o primeiro grupo não se sentiam em zona de desconforto? A zona de desconforto acontece quando se quer realizar um projeto, mas há ainda algumas conexões faltantes; porém existe (certa) clareza do que se quer, por essa razão pode acontecer até com qualquer profissional, dependendo da abordagem. Logo os que seguiram em frente têm mais força que os que pararam anteriormente; sua visão alcança bem mais longe. Como Isaac Newton disse: enxerguei longe porque subi em ombros de gigantes.
Curiosamente muitos parece não entender o conceito experimentação, pois essa envolve conceitos empíricos, não o acaso.
blog: jgentilpereira.blogspot.com

J.Gentil Pereira said...

Boa noite meu colega escritor e cia. Podem ser muitos os fatores porque a pessoa não se desenvolve; um dos principais é a falta de um excelente instrutor e já estou feliz por você ver nosso artista Maurício se pronunciando, pois precisamos de pessoas assim, qual é oportunidade de das pessoas mais atentas em tirar suas dúvidas com esse grande Artista. Para se alcançar satisfatoriamente um bom resultado, pode acreditar a técnica é o caminho seguro, é o elemento chave. Através dela gradualmente a pessoa se sente de fato livre.
Fiz uma vez uma parábola: é como se atingir um grande nível, a pessoa precisa escalar, subir uma montanha; muitos ao começarem subir se sentem logo cansados, talvez por darem muito ritmo e não ouvirem o professor, seu instrutor, entram numa zona de conflito tão grande que causa o EFEITO PARALIZANTE. Outros foram um pouco mais atentos, subindo, seguindo mais à frente, porém achando que ali estava bom o suficiente, fizeram naquele estágio sua parada. Menos da metade do grupo inicial seguiu em frente; logicamente pela altitude e a atmosfera, era exigido mais e mais de cada um; dessa, boa parte sentindo a zona de desconforto, não pararam para tomar o ar da reflexão.
Por quê os que pararam anteriormente principalmente o primeiro grupo não se sentiam em zona de desconforto? A zona de desconforto acontece quando se quer realizar um projeto, mas há ainda algumas conexões faltantes; porém existe (certa) clareza do que se quer, por essa razão pode acontecer até com qualquer profissional, dependendo da abordagem. Logo os que seguiram em frente têm mais força que os que pararam anteriormente; sua visão alcança bem mais longe. Como Isaac Newton disse: enxerguei longe porque subi em ombros de gigantes.
Curiosamente muitos parece não entender o conceito experimentação, pois essa envolve conceitos empíricos, não o acaso.
blog: jgentilpereira.blogspot.com