Friday, January 18, 2008

Johnny vai à guerra 2


Seguem comentários dos leitores (daqui e do portal G1) à minha crítica ao filme Meu nome não é Johnny:

Noga Lubicz Sklar said...
Luciano, não vi o filme, mas vi a entrevista do João e do Selton na Marilia Gabriela. Resta observar se o filme não é, na verdade, fiel ao personagem que representa. Essa leveza, ou melhor, superficialidade, ou melhor ainda, falta de uma consciência dramática, do drama que atravessou, parece descreve-lo bem.

Tagg said...
Acho que não gosto de você (ia dizer que 'te odeio pra sempre', mas depois achei pesado para uma primeira msg). O que vc diz me incomoda. Nada de novo o que vc diz, nada que eu não soubesse, mas dizer é algo, né? Dizer de novo. E o que vc disse é um tanto o que eu quis dizer após ver o filme... Não quis, não pude.

milabart said...
Oi, Luciano,
Leio sempre seu blog, gosto das questões que você traz aqui.
Vi "Meu nome não é Johnny" e vi também a entrevista do João e do Selton na Marília Gabriela (que, aliás, na minha opinião, não soube aproveitar muito bem os seus entrevistados). Concordo com o comentário da Noga. Parece que foi mais ou menos da forma representada no filme que o João viveu tudo aquilo. Sem maiores reflexões ou culpas. Não acho que o filme perca por não trazer à tona questões mais sérias e profundas, se a intenção era apenas contar a história do João.

Lu said...
Olá Luciano, discordo com sua crítica sobre o filme...sobre a primeira frase: baseado em fatos reais, ela realmente faz sentido,pois foi uma história inspirada (baseada) na realidade vivida por João Estrella. E inclusive o próprio em várias entrevistas disse que tanto o filme quanto o livro não fugiu mto a realidade. Sobre o comportamento do João ele foi um jovem inconsequente e q não teve limites impostos por seus pais, mas ele não matava, não roubava, e sim envolveu - se com o tráfico para sustentar seu próprio vício, então realmente ele não era um bandido e sim um viciado, e como td pessoa doente, viciada merece a chance de recuperação creio q a decisão da juíza foi a mais acertada, tanto é q a prova disso é hoje o João ter se livrado das drogas, ser um grande musico e se tornar a Estrella de um filme. E se ele tivesse sido condenado a anos de prisão? Quem seria o João hoje? Talvez seria um desses viciado q não tiveram a msm chance q ele, vivem em cadeias superlotadas e entraram pra bandidagem por falta de opção. Quem nunca errou q atire a primeira pedra. Pois com crtz alguma vez vc já errou (ou vai errar) q qdo isso aconteceu vc deve ter tido o arrependimento e o desejo do perdão, o direito de uma chance.

Felipe said...
Não tem o que pôr nem o que tirar do seu comentário...
acabei de assistir o filme e voltei pra net ansioso para ver as opiniões dos jornalistas, e fiquei espantado como aparentemente ninguém "percebeu" o desserviço que este filme pode trazer à sociedade (não como "biografia inofensiva", e sim como filme de massa formador de opinião), desfazendo todo o "progresso" conseguido pelo Tropa de Elite ao plantar na cabeça dos brasileiros a semente da possibilidade de considerar um traficante de drogas como criminoso afinal, oras bolas!
E agora, como sempre, paciência, o bandido é o herói. Mais uma inversão de valores para a nossa coleção cinematográfica.

Aщa said... Acabo de ir al cine a ver Meu nome não é Johnny.
Es un poco como si sus hechos no tuvieran consequencias mayores, en Bicho de Sete Cabeças el joven no hace nada malo pero termina pagando con todo lo que tiene. Aquí la vida de un narcotraficante se convierte en un acto de lujo, un par de años de manicomio como lo muestran en esta pelicula, no parece ser la gran cosa después de una vida así. Además, tener a un actor simpatico nunca sirve para "educar". Saludos.

por Ernâni Getirana de Lima:
Rapaz, eu não assisti ao filme mas fico sempre com o pé atrás nessas horas. Acho difícil se fazer filmes ultimamente sem que o diretor sapeque violência, mais violência e mais sexo e mais sexo e mais violência e mais sexo. Ou seja: estamos entupidos disso por tudo o que é lado. Saladazinha de uma classe média que só faz média? Nada mais profundo nesse mundinho miúdo pós-modernoso? Você vai assisti, o cara escreve sobre no jornal e … Eu não sei não. Há algo de podre no reino da Dinamarca…se é que estão me entendendo… (ou não)!

por páulo freitas:
Concordo com os seus comentarios a respeito do filme , Meu nome não é johnny, um viciado quando deixa as drogas, não fica tranquilo como apareceu no filme e ai esta a falha do filme, mostrou que as drogas não tem efeitos colaterais algum…….

por brn:
concordo muito contigo. talvez a solução (se é q isso se aplica) seria um encontro do joaoestrela com o cap.nascimento! será q o aspira zonasul pediria pra sair, afinal ele ‘não’ é bandido…

por claudio:
meu amigo, que texto fabuloso você transformou em palavras o que eu senti vontade de dizer após assistir alguns outros filmes (e até mesmo no cotidiano) alguém ser preso, condenado ou sofrer algum cerceamento pelo seu insucesso por um “vacilo” , dependendo de quem descreve o individuo dá uma conotação que cerca (sem dizer diretamente, mas dando a entender) que deveríamos ter pena - o meu mais sincero parabém!! pelo seu texto

por Alex Balint:
Olá Luciano, tem coisas que concordo e tem coisas que eu discordo. Como assim o Johnny não sabia o que era dentro ou fora da lei ? 6kgs de pó é legal ? Não sou adv, mas sei que tráfico internacional é crime grave….. palmas para o advogado que conseguiu reduzir a pena - 2 anos só! Qtas familias ele estragou vendendo cocaina para seus clientes ?

por Carolina:
Eu acho q o brasil tah de saco cheio de fazer filmes politicamente corretos, que tem q fazer a pessoas pensarem, q mostra a vilencia, pobreza, desigualdade social…
pq não podemos simplesmente fazer um filme contando uma historia sem transformar em uma grande lição de moral…. eu estou cansada de filmes como central do brasil, carandiru, cidade de deus, caminho da nuvens, e tantos outros…e acredito q a população brasileira também, na minha modesta opiniao, estamo com toda a razao.

por Docinho:
Eu assisti o filme e achei uma super lição de vida….acho que fica bem claro que ele se envolveu com uso e tráfico de drogas por não ter tido limites em sua vida e não ter alguém lhe dizendo o que era certo ou errado. Acho que fica bem claro tbm que a juiza decidiu dar uma oportunidade de recuperação a ele e ele soube aproveitar bem, pois se ele fosse para uma cadeia e não para um manicomio ele poderia sim se tornar um criminoso muito pior.

por Aluizio:
Sou estudante de jornalismo e vejo o quanto são despreparados os críticos cinematográficos de nosso país. São poucos os que conseguem enxergar através dos filmes, nos apresentando um texto sem burocracia e chavões. Estou farto de comentários reducionistas e de “críticos” recontando o que se viu na tela palpitando como o filme deveria ser ao invéis do que ele é. Luciano, se você acha que o filme deveria ser de outra forma então ele seria outro filme. Seria o seu filme. Seja diretor de cinema então, e não crítico!

por Andrei Alvarenga:
Péssima crítica. Preconceituosa e moralista.

por Alexantre:
O problema do cinema brasileiro por muito tempo foi esse. Querer sempre mostrar uma questão social, dar uma lição de moral e mudar o comportamento do público. Foi o que Tropa de Elite fez, e foi um sucesso (com razão). O problema é que nem só disso vive o cinema, e uma obra menos “comprometida” acaba sendo desvalorizada por não apresentar esse modelo de enredo. Para algumas pessoas, a vida é uma festa que não termina, e embora isso não seja certo, é uma realidade que o filme não erra em mostrar. A mentalidade do personagem é sim, como foi dito, leve demais para a gravidade da experiência que o filme aborda. Filmes afetam o público de formas diferentes, e embora alguns cobrem aquele modelo “Tropa de Elite” (ideal para a proposta do filme), outros ficam mais indignados vendo o personagem levando uma vida sem assumir responsabilidades pelo que fazem. É também uma experiência transformadora, e o clichê é bem menor do que o do “Tropa de Elite”. Isso pra não mencionar outras questões, como a de que um filme sobre tráfico e crime não precisa se comprometer a mostrar a gravidade destes problemas em si, mas essa trama pode servir como plano de fundo para outras questões. Cada um interpreta como quer, e uma cena “politicamente incorreta” pode passar para alguns uma mensagem mais válida do que cenas mais politizadas. Muita gente é contra o tal “cinema puramente por entretenimento”, mas esquecem de que, se o filme cativou o público, é porque houve certo tipo de identificação. É triste que aconteça com frequência com filmes pobres de enredo, mas não é o caso de “Meu nome não é Johnny”.

1 comment:

rosane chonchol said...

não assistí "la pelicula", nem mesmo Tropa de Elite, mas ainda
vou ver pq gosto do Selton
e Tropa de Elite para aprender a enfrentar qq crise de panico